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O "Fonseca"


  É engraçado como um nome pode significar tudo e também, por vezes, não significar nada sobre "o indivíduo".

  Para alguns amigos de longa data eu sou o "Miguel", para outros serei sempre o Luís ou o Luís Fonseca, quando os meus pais usavam o seu tom acusador/repreendedor era o "Luís Miguel" enfim, já me devem ter chamado outras coisas "engraçadas" ao longo da vida também ;)

  No trabalho existiram/existem alguns "Luises" e acabei por ser "O Fonseca" tal e qual na série do Gato Fedorento ;)

  A pessoa em si é a mesma, não importa o nome pela qual a conhecem.

E que tal a descrição tipica dos anúncios de "dating"?
"Jovem" de 35 anos, sentido de humor apurado, "sensível", 1 metro e 80 e qualquer coisa, 89 kg, cabelos e olhos castanhos, etc, etc, etc!!!

  Convenhamos que este tipo de descrição não diz rigorosamente nada sobre uma pessoa e com a quantidade de redes sociais carregadas de fotos para todos os gostos que hoje existe, nem vale a pena brincar com estas coisas!
  Aliás, vai ser extremamente difícil dizer algo sobre o "sujeito por detrás dos nomes", as apreciações são todas muito subjectivas e eu próprio não tenho grande certeza se me "conheço" assim tão bem :-D
  Se pensam que a última frase é uma "brincadeirinha", eu também a achava e, nos últimos tempos se calhar é mais verdade do que eu imaginava! Às vezes surpreendemo-nos com uma "pinta" :-D

  Haveria muitas coisas a mudar no" indivíduo", é certo, mas conforme vou "crescendo em experiência" - porque em tamanho não dá mais - começo a achar fundamental o manter das pequenas/grandes imperfeições que tenho, um pouco como a minha "impressão digital" em termos de personalidade.

  Para quem me "conheça", depois da última frase, talvez se esteja a rir: O gajo tem a mania das coisas todas certinhas a "tender" para o perfeito e acha "piada" às imperfeições? Sinceramente !!!

  É aqui que entra a minha "veia contabilística" aplicada à sublime arte do "ser". O famoso princípio da "substância sobre a forma" aplicado em todas as situações que eu consiga encaixar! A ideia principal é que a essência deve ser superiormente valorizada e, aquilo que muitos consideram "imperfeito", para mim terá muito mais valor do que a forma em que se apresenta...

  As apreciações "leves e juvenis" que se efectuaram sobre o mundo que me rodeia/rodeava já lá vão há muito, muito tempo... Prefiro milhares de vezes aqueles que os valores "standard" da sociedade empurram para o canto dos "menores".

  Quantas e quantas pessoas que pouco ou nada têm a ver com os "notáveis" de um grupo social, têm um dom infinitamente mais precioso: capacidade de pensar sobre o mundo ao seu redor, educação (a de berço não a de grau académico), respeito pelo próximo e capacidade de praticar actos que demonstram a sua predisposição natural para abdicar do seu interesse pessoal em prol do prazer de ajudar o próximo... Simplesmente isso!
  É sempre uma desilusão conhecer pessoas em que o "papel do rebuçado" até é interessante mas, o rebuçado em si, não presta para nada...

  Ora isto leva-me a outro encadeamento de pensamentos - posso afirmar que passo a vida a "falar" em sentidos figurados, figuras de estilo, como lhe queiram chamar - e assim sendo vamos à seguinte associação de ideias:

  Para quem segue séries do género "Ficção Científica" como eu - lá está mais uma informação valiosa que demonstra que o "individuo" até é um sonhador - de certeza que acompanha, já acompanhou ou um dia irá acompanhar uma série que se chama Stargate. Na sua nona temporada esta série ganha uns vilões que são os "Ori". Estes "Ori" são uns seres "semi-ascendidos" à próxima etapa da evolução que é a existência numa forma pura de energia, têm uns "priors" que divulgam a sua fé - enganadora por sinal - prometendo uma falsa salvação em troca da dominação/submissão incondicional à palavra dos "Ori"... Esta disseminação da palavra faz-se através da passagem na forma oral de histórias onde existem sempre elementos de moral e comportamento, em sentido figurado, para que os "seguidores à força" entendam pelo "good book" a superioridade e bondade destes magnânimes "Ori"!!!

  Assim sendo, e com uma mirabolante associação de ideias que o leitor pode achar pouco clara, chego à conclusão que provavelmente estou na profissão errada... E porquê? Porque eu até gosto de "falar em sentido figurado", os "amigos Ori" fazem o mesmo para a religião deles, logo...
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OK, é um bocado forçado :) mas serve de "elo" para a próxima informação: na "vida" tenho a posição o mais agnóstica possível, não desminto a existência de uma "entidade superior" mas daí a defender incondicionalmente, sem colocar a mínima reserva, a existência de um "Deus", "Buda, "Alá" ou seja lá o que cada religião lhe chame, vai um grande passo...


Já agora, uma vez que tenho discutido várias vezes esta questão de conceito, agnóstico não é ser ateu... Um ateu nega a existência de "Deus", um agnóstico "pratica" o agnosticismo: declara o espírito humano incompetente para conhecer o absoluto.


  Então e essa informação é assim tão importante? Para mim é importante porque no passado, no presente e no futuro sem dúvida alguma, as religiões foram/serão o motor das maiores atrocidades cometidas e de muitos sofrimentos que existem no mundo. Faça-se excepção em abono da verdade ao "holocausto nazi" onde eram outras "taras" o mote para os bárbaros acontecimentos que se verificaram. Sinceramente, se não tivéssemos religiões e tivéssemos mais "coração" tudo "ISTO" era muito melhor, muito menos complicado...

  Bom, se continuo posso tornar-me maçador ou se calhar polémico, logo, é de passar à frente! Há muito mais que ver por estas bandas nomeadamente algumas coisas ligadas com a contabilidade, "software" e "hardware" de computadores, o meu velhinho amigo "Commodore Amiga" e mais algumas das minhas "manias": o VDR e as caixas multimédia, os projectores, e por aí fora! Um mundo, um mundo!

  Boa navegação!

  Luís Fonseca



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